Manter uma organização do terceiro setor ativa exige muito planejamento, dedicação e, acima de tudo, dinheiro em caixa. Atualmente, a captação de recursos financeiros para ongs representa o maior desafio para gestores que desejam transformar realidades sociais. Certamente, existem caminhos diversos para garantir a sustentabilidade financeira da sua associação, desde editais públicos até doações de pessoas físicas. Diante disso, preparamos este guia completo para ajudar você a analisar as opções disponíveis e escolher as melhores estratégias de financiamento.
O que é captação de recursos e por que ela é vital?
Primeiramente, captar recursos significa reunir os meios necessários para realizar os projetos da sua instituição social. Esses recursos podem ser financeiros, materiais ou até mesmo humanos, como o trabalho voluntário.
Surpreendentemente, muitas organizações fecham as portas por falta de verba crônica, simplesmente porque dependem de uma única fonte de renda. Portanto, diversificar os canais de arrecadação ajuda a proteger a sua entidade contra crises inesperadas e garante a continuidade das atividades.
Alcançar a estabilidade financeira exige uma prestação de contas impecável e total transparência com os apoiadores. Afinal, as pessoas e empresas só investem o dinheiro delas em projetos que demonstram profissionalismo e seriedade jurídica.
Principais fontes de financiamento para o terceiro setor
Existem canais tradicionais que injetam capital diretamente nos seus projetos, desde que a documentação da ONG esteja em dia. De fato, conhecer cada alternativa detalhadamente facilita o processo de escolha da estratégia ideal para o momento atual da sua associação.
Doações de pessoas físicas
Antes de tudo, o apoio de indivíduos que se identificam com a sua causa é a base de sustentabilidade de muitas instituições. Esse tipo de captação acontece por meio de campanhas de arrecadação online, apadrinhamento de projetos ou doações pontuais.
Com o intuito de atrair esses doadores, você precisa investir em uma comunicação humanizada, clara e constante nas redes sociais. Logo após receber as contribuições, lembre-se de enviar relatórios mostrando exatamente onde o dinheiro foi investido.
Editais de empresas privadas
Grandes companhias costumam destinar parte do seu orçamento para projetos de responsabilidade social corporativa através de editais. Inegavelmente, essa é uma excelente oportunidade para conseguir verbas expressivas de uma única vez.
Por causa de regras rígidas de compliance, as corporações exigem certidões negativas de débitos e relatórios de atividades anteriores bem detalhados. Se acaso a sua documentação contiver falhas, a sua entidade será desclassificada logo na primeira fase do processo de seleção.
Editais públicos e emendas parlamentares
O poder público também financia projetos sociais por meio de repasses governamentais, chamamentos públicos e parcerias diretas. De acordo com o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), a transparência no uso dessas verbas públicas deve ser total.
Como as leis de incentivo fiscal ajudam na captação
Muitas empresas e pessoas físicas podem destinar parte do imposto de renda devido diretamente para os projetos da sua ONG. Dessa maneira, o doador não gasta nada a mais, visto que ele apenas direciona um dinheiro que iria para o governo.
Com o propósito de utilizar esse mecanismo, a sua instituição precisa aprovar os projetos em órgãos federais ou estaduais competentes. A Lei Rouanet, a Lei de Incentivo ao Esporte e os fundos da infância (FIA) são ótimos exemplos desse formato.
Erros comuns que bloqueiam a entrada de dinheiro
Muitos gestores focam apenas em pedir dinheiro, mas se esquecem de que a contabilidade da ONG precisa estar impecável. Em virtude de uma gestão contábil amadora, muitos recursos financeiros acabam sendo perdidos ou rejeitados na hora da assinatura dos contratos.
A ausência de isenções tributárias devidamente regularizadas faz com que a organização pague impostos desnecessários, reduzindo a verba dos projetos sociais. Além disso, a falta de escrituração contábil correta impede a emissão do Certificado de Regularidade Cadastral de Entidades (CRCE) e outras licenças fundamentais.
Gestão Contábil Amadora
Provoca a perda ou rejeição de recursos financeiros na assinatura dos contratos.
Ausência de Isenções
Faz com que a organização pague impostos desnecessários, reduzindo verbas.
Falta de Escrituração Correta
Impede a emissão do CRCE e outras licenças fundamentais para o funcionamento legal.
O papel da contabilidade especializada no terceiro setor
Uma gestão financeira saudável depende de um suporte técnico que entenda as particularidades tributárias e fiscais das associações civis. O terceiro setor possui regras específicas de prestação de contas que diferem completamente das empresas tradicionais do Lucro Presumido.
Manter relatórios contábeis transparentes ajuda a construir uma imagem de total confiabilidade perante o mercado e os órgãos fiscalizadores. Por consequência, os financiadores sentem total segurança em depositar recursos financeiros na conta bancária da sua instituição.
Se você atua no Rio de Janeiro e quer entender mais sobre a regularização de instituições religiosas ou sociais, vale a pena ler sobre contador especialista em igrejas rj regularize agora para ver como a conformidade fiscal é indispensável. Da mesma forma, entender o funcionamento da contabilidade para igrejas no rio de janeiro ajuda a proteger sua entidade de multas pesadas causadas por erros na entrega de obrigações acessórias.
Não se esqueça também de que a imunidade tributária não é automática, ou seja, você precisa requerer esse direito de forma legal. Para compreender como funciona esse processo na prática, confira o nosso artigo sobre isencao tributaria para associacoes pague menos impostos e economize o dinheiro da sua entidade.
Perguntas frequentes sobre financiamento de ONGs
Primeiramente, comece estruturando um plano de captação interno e organizando toda a documentação legal e fiscal da sua instituição. Campanhas locais de arrecadação com pessoas físicas costumam ser excelentes alternativas para conseguir os primeiros valores em caixa.
As empresas avaliam a transparência, o histórico de impacto social, a prestação de contas de projetos anteriores e as certidões negativas. Elas buscam parcerias que agreguem valor à imagem institucional delas e que mitiguem riscos de fraudes.
A organização submete um projeto detalhado para o ministério ou secretaria responsável pela área do projeto social. Após a aprovação e publicação no Diário Oficial da União, a ONG recebe autorização para abrir uma conta bancária específica e captar os recursos junto às empresas apoiadoras.
Sim, desde que todo o lucro obtido nessa atividade comercial seja revertido integralmente nas atividades-fim da própria instituição social. Essa receita própria ajuda a manter a autonomia financeira da entidade frente aos editais sazonais.
É a Lei Federal 13.019/2014, que estabelece o regime jurídico das parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil. Ela define regras rígidas de transparência e prestação de contas para o recebimento de verbas públicas.
Por meio de relatórios financeiros mensais, notas fiscais de prestação de serviços, extratos bancários específicos da conta do projeto e fotos das atividades realizadas. Toda essa documentação deve ser assinada por um contador habilitado.
O valor varia de acordo com o volume de notas fiscais emitidas, movimentação financeira e quantidade de funcionários registrados. Trata-se de um investimento essencial que evita multas pesadas e a perda de títulos de utilidade pública.
Porque o terceiro setor possui uma legislação tributária totalmente específica e cheia de obrigações acessórias complexas. Um profissional generalista pode cometer erros na declaração de isenções, gerando passivos fiscais graves para a diretoria.